Alternativa ao iFood sem comissão: as opções reais para o delivery em 2026
Quase todo dono de restaurante que vende por aplicativo já digitou essa busca pelo menos uma vez: alternativa ao iFood sem comissão.
A resposta curta é que existem alternativas, e várias. A resposta útil é que elas são de tipos muito diferentes: algumas são outros aplicativos com comissão menor ou promoção de entrada, outras são sistemas para você vender no seu próprio canal pagando mensalidade fixa, e há ainda o WhatsApp manual, que não custa nada na fatura e custa caro na operação. Misturar as três categorias na mesma comparação é o erro mais comum.
Este guia separa cada tipo, mostra os números publicados pelas próprias empresas em setembro de 2026 e termina com a pergunta que decide tudo: quanto do seu faturamento pode sair do aplicativo sem que o volume caia junto.
Por que tanta gente procura uma alternativa ao iFood
O iFood é, de longe, o maior aplicativo de delivery do país. Pelo portal de dados da própria empresa, são cerca de 180 milhões de pedidos por mês e mais de 500 mil estabelecimentos cadastrados. Em pesquisa da Abrasel de abril de 2026, 99,1% dos restaurantes que vendem por aplicativo disseram usar o iFood.
O problema é o preço de estar lá. Na tabela oficial publicada pelo iFood para 2026:
- Plano Básico, com entrega feita pela própria loja: 12% de comissão, 3,2% de taxa sobre pagamento online e mensalidade de R$ 110.
- Plano Entrega, com a logística do iFood: 23% de comissão, 3,2% sobre pagamento online e mensalidade de R$ 150.
- A mensalidade só é cobrada quando a loja fatura mais de R$ 1.800 no mês pela plataforma.
Somando comissão e taxa de pagamento, o Plano Entrega leva mais de um quarto de cada pedido pago pelo aplicativo, antes de contar cupom, promoção bancada pela loja e anúncio dentro da plataforma. Nós detalhamos essa conta, linha por linha, em quanto a comissão do marketplace custa por mês.
E há um custo que não aparece em extrato nenhum: o cliente. Quem pede pelo aplicativo é cliente do aplicativo. O telefone, o histórico de pedidos e a possibilidade de chamar de volta ficam do lado de lá.
Os três tipos de alternativa, e por que não se comparam entre si
Antes de olhar nomes e preços, vale separar o que cada tipo resolve:
- Outro aplicativo de delivery. Troca uma comissão por outra, geralmente menor ou zerada por um período. Resolve o custo por pedido, mas mantém o cliente dentro de uma plataforma de terceiros.
- Sistema de delivery próprio, com mensalidade fixa. Cardápio digital com link seu, pedido que chega no seu WhatsApp ou painel, sem porcentagem sobre a venda. Resolve o custo e a posse do cliente, mas não traz cliente novo sozinho.
- WhatsApp manual. Cardápio em PDF, alguém anotando pedido na mão. Custo de software zero, custo de operação alto e teto baixo, porque cada pedido ocupa uma pessoa.
Outros aplicativos: o que cobram 99Food, Keeta e Rappi
A concorrência entre aplicativos esquentou em 2025 e 2026, e isso é bom para o restaurante. Mas convém ler as condições com atenção, porque promoção de entrada tem prazo.
99Food
Voltou ao mercado em 2025 anunciando zero comissão e zero mensalidade por 24 meses a partir do cadastro, cobrando apenas a taxa de pagamento digital. A página de custos para parceiros, consultada em setembro de 2026, mostra comissão de 12% e mensalidade gratuita, sem deixar claro por quanto tempo vale a isenção para quem se cadastra agora. Confirme por escrito a condição que vale para a sua loja e a data em que ela termina.
Keeta
O aplicativo da chinesa Meituan chegou ao Brasil no fim de 2025 com investimento anunciado de R$ 5,6 bilhões. Não prometeu comissão zero: o próprio comando da empresa declarou que taxa zero é insustentável. A proposta divulgada é comissão alguns pontos abaixo da praticada pelo líder e recebimento em sete dias, mas não há tabela pública, e o percentual é negociado por contrato e por cidade.
Rappi
A tabela oficial para restaurantes traz dois formatos: com entrega própria, 3,5% fixo e adesão de R$ 40; com entrega pela Rappi, 27% de comissão e adesão de R$ 150. Em 2025 a empresa anunciou isenção de taxas de intermediação por três anos para novos parceiros, o que também vale confirmar na hora do cadastro.
O ponto em comum dos três: eles diminuem o custo, mas não mudam de quem é o cliente. E o alcance é outro. Na mesma pesquisa da Abrasel, 23,1% dos restaurantes usam a 99Food, 2% a Rappi e 1,8% a Keeta. Entrar neles é uma forma de diversificar, não de substituir.
Sistema próprio com mensalidade fixa: a alternativa que muda a conta
Aqui está a alternativa sem comissão no sentido literal. Você assina um sistema, monta o cardápio digital, divulga o link e recebe o pedido pronto, sem porcentagem sobre a venda.
O mercado tem opções para vários perfis. Pelos preços publicados nas páginas oficiais em setembro de 2026:
- PediZap: cardápio digital com pedido direto no WhatsApp, impressão automática e painel de pedidos a partir de R$ 99 por mês, preço de tabela e sem comissão. O chatbot entra no plano de R$ 149, e Pix automatizado, pagamento online e integração com iFood e Keeta no de R$ 199.
- Anota AI: atendente virtual no WhatsApp com cardápio digital. Pertence ao iFood desde 2022. No modelo lançado em setembro de 2026, o mensal é cobrado por faixa de pedidos: R$ 99,99 até 150 pedidos no mês, R$ 199,99 até 250 e R$ 299,99 acima disso, com condição promocional no anual. Até julho, a tabela começava em R$ 299,99.
- Goomer: nasceu no cardápio de mesa por QR Code e hoje tem delivery. Plano grátis até 30 pedidos no mês (com tarifa por pedido excedente) e pagos de R$ 99,90 a R$ 299,90 no mensal, com desconto no pagamento anual.
- Cardápio Web: planos de R$ 169,99 a R$ 269,99, com chatbot a partir do plano de delivery.
- Consumer, que inclui o MenuDino: planos de R$ 59,90 a R$ 269,90 no pagamento anual.
- Saipos: sistema de gestão mais amplo, a partir de R$ 240,79 por mês, com o assistente de WhatsApp como adicional.
Preço de tabela muda, e promoção aparece e some. O que vale observar é o modelo de cobrança: mensalidade fixa, mensalidade que sobe por faixa de pedidos, ou tarifa por pedido. Para quem está crescendo, a diferença entre os três modelos aparece justamente nos meses bons.
O que olhar antes de escolher um sistema sem comissão
Mensalidade parecida esconde produtos bem diferentes. Uma lista curta do que decide no dia a dia:
- Como o pedido chega. Pronto e organizado no WhatsApp ou no painel, com itens, adicionais, endereço e forma de pagamento, ou como mensagem solta que alguém precisa redigitar.
- Atendimento automático. Se há chatbot respondendo horário, taxa de entrega e status do pedido no pico. Sem isso, o canal próprio volta a depender de alguém digitando. Mais em chatbot no WhatsApp do delivery.
- Impressão e cozinha. Impressão automática do pedido ou tela de cozinha, para o pedido do canal próprio entrar no mesmo fluxo do aplicativo.
- Pagamento. Pix automatizado e pagamento online, que reduzem golpe de comprovante falso e troco na porta.
- Taxa de entrega por bairro ou distância. Sem isso, você cobra errado ou perde margem no longe. Veja taxa de entrega por bairro.
- Integração com o aplicativo. Se o sistema recebe também os pedidos do iFood ou da Keeta no mesmo painel, você não opera duas telas.
- Base de clientes exportável. O cadastro precisa ser seu, inclusive se um dia você trocar de sistema.
- Ferramentas para chamar o cliente de volta. Cashback, campanha no WhatsApp e recuperação de quem parou de pedir. É aqui que o canal próprio se paga.
E a entrega? O ponto que o sem comissão não resolve sozinho
Quem usa o Plano Entrega do iFood não paga só pelo pedido: paga pela logística. Ao levar o pedido para o canal próprio, a entrega passa a ser problema seu, e isso precisa entrar na conta antes da decisão.
Há três caminhos principais:
- Entregador próprio ou fixo, por diária ou contrato. Faz sentido com volume constante. Comparamos os modelos em entregador próprio ou terceirizado.
- Entrega sob demanda por aplicativo de logística, chamando uma moto por pedido. Custa por corrida, sem custo fixo.
- A logística do próprio iFood para pedidos de fora dele. O serviço Sob Demanda, pela página oficial, cobra 4% do valor do pedido feito no seu WhatsApp ou site, com mínimo de R$ 0,20 e máximo de R$ 6,70, além do frete por distância. Depende de cobertura na sua região.
A conta que decide: quanto sobra no seu canal
Um exemplo simples, com números redondos, para uma loja que vende 600 pedidos por mês no Plano Entrega com ticket médio de R$ 60, ou R$ 36 mil de faturamento pela plataforma:
- Comissão de 23%: R$ 8.280.
- Taxa de pagamento online de 3,2%: R$ 1.152.
- Mensalidade: R$ 150.
- Total pago à plataforma: R$ 9.582 no mês, fora cupons e anúncios.
Agora suponha que 20% desses pedidos, os de clientes que já pedem toda semana, passem para o canal próprio. São 120 pedidos e R$ 7.200 de faturamento que deixam de pagar 26,2% ao aplicativo, ou cerca de R$ 1.890 a menos por mês. Desse valor saem a mensalidade do sistema, a taxa do Pix ou do cartão e o custo da entrega que o aplicativo fazia.
Para fazer essa conta com os seus números, use a calculadora de taxas do iFood. O que importa é o valor que você deixa de pagar, não o percentual de tabela.
Sair do iFood de vez ou usar os dois canais?
Para a imensa maioria das lojas, a resposta é usar os dois. O aplicativo é imbatível em uma coisa: colocar sua loja na frente de quem ainda não te conhece. O canal próprio é imbatível em outra: vender de novo para quem já te conhece, sem pagar pela mesma pessoa a cada pedido.
A divisão que funciona é esta:
- Aplicativo para aquisição. O primeiro pedido vem de lá, e tudo bem pagar por ele.
- Canal próprio para recorrência. Do segundo pedido em diante, o objetivo é que o cliente peça direto. Um cliente recorrente vale muito mais do que parece, como mostramos em quanto vale um cliente do delivery.
- Motivo claro para migrar. Preço um pouco menor no link próprio, cashback ou brinde, divulgados na embalagem e no bilhete que vai junto com o pedido. As regras de cada plataforma sobre divulgação variam, então vale conferir o contrato.
Esse é o gancho de tudo: o cliente é seu, não do marketplace. Quem recebe o pedido no próprio canal fica com o cliente, com o dado dele e sem comissão. Mas não é preciso brigar com o aplicativo para chegar lá, é preciso dar ao cliente um caminho mais fácil e mais barato para voltar.
Como começar em uma semana
- Levante o número do seu mês. Bruto, líquido e o que foi gasto com anúncio e cupom na plataforma.
- Escolha o sistema pelos critérios da lista acima, não só pela mensalidade.
- Monte o cardápio digital com as mesmas fotos e descrições que vendem no aplicativo. Dicas em cardápio digital que vende.
- Resolva a entrega para o pedido direto: equipe própria, sob demanda ou a logística do aplicativo.
- Defina a vantagem do canal direto: preço, cashback ou brinde.
- Coloque o link em todo lugar: bio do Instagram, status do WhatsApp, perfil no Google, embalagem e fachada.
- Meça todo mês a fatia do faturamento que já vem do canal próprio.
Não existe alternativa ao iFood que faça tudo o que ele faz sem cobrar nada. Existe um jeito de parar de pagar comissão pelo cliente que já é seu. O PediZap coloca cardápio digital, pedido no WhatsApp e chatbot no ar com mensalidade fixa e, no plano completo, tem integração com iFood e Keeta. Fale com a gente e faça a conta com os números da sua loja.
Perguntas frequentes
Existe alternativa ao iFood sem nenhuma comissão?
Sim. Os sistemas de delivery próprio, como PediZap, Goomer e Cardápio Web, cobram mensalidade fixa e não ficam com porcentagem da venda. Você continua pagando a taxa do meio de pagamento e o custo da entrega, mas o sistema em si não cresce junto com o faturamento.
Quanto o iFood cobra de comissão em 2026?
Pela tabela oficial de 2026, o Plano Básico cobra 12% de comissão e o Plano Entrega cobra 23%, mais 3,2% sobre pagamentos online nos dois. A mensalidade é de R$ 110 e R$ 150, cobrada apenas quando a loja fatura mais de R$ 1.800 no mês pela plataforma.
A 99Food ainda está sem comissão?
A 99Food anunciou em 2025 zero comissão e zero mensalidade por 24 meses a partir do cadastro. A página oficial de custos, consultada em setembro de 2026, mostra comissão de 12% e mensalidade gratuita. Antes de contar com a isenção, confirme por escrito a condição e o prazo que valem para a sua loja.
Vale a pena sair do iFood de vez?
Para a maioria das lojas, não. O aplicativo ainda é o melhor canal para conquistar cliente novo. A estratégia que funciona é manter o aplicativo para o primeiro pedido e levar o cliente recorrente para o canal próprio, onde não há comissão.
Como faço a entrega dos pedidos que chegam fora do iFood?
Com entregador próprio, com um aplicativo de entrega sob demanda ou com o serviço Sob Demanda do próprio iFood, que atende pedidos feitos no WhatsApp ou site da loja. Pela página oficial, ele cobra 4% do pedido, com teto de R$ 6,70, mais o frete por distância, onde houver cobertura.
Qual a diferença entre PediZap e Anota AI?
Os dois oferecem cardápio digital e atendimento automático no WhatsApp. A principal diferença está no modelo de cobrança: o PediZap tem planos de mensalidade fixa, e o Anota AI, que pertence ao iFood, cobra por faixa de pedidos no mês. Vale comparar pelo volume que a sua loja faz hoje e pelo que pretende fazer.
O cliente aceita pedir pelo link próprio em vez do aplicativo?
Aceita quando o pedido é tão fácil quanto no aplicativo e quando há um motivo para trocar, como preço menor, cashback ou brinde. O que afasta o cliente é demora na resposta e pedido anotado na mão, por isso cardápio digital e atendimento automático são o que sustenta o canal próprio.