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Alternativa ao iFood sem comissão: as opções reais para o delivery em 2026

28/09/2026 13 min de leitura
Alternativa ao iFood sem comissão: as opções reais para o delivery em 2026

Quase todo dono de restaurante que vende por aplicativo já digitou essa busca pelo menos uma vez: alternativa ao iFood sem comissão.

A resposta curta é que existem alternativas, e várias. A resposta útil é que elas são de tipos muito diferentes: algumas são outros aplicativos com comissão menor ou promoção de entrada, outras são sistemas para você vender no seu próprio canal pagando mensalidade fixa, e há ainda o WhatsApp manual, que não custa nada na fatura e custa caro na operação. Misturar as três categorias na mesma comparação é o erro mais comum.

Este guia separa cada tipo, mostra os números publicados pelas próprias empresas em setembro de 2026 e termina com a pergunta que decide tudo: quanto do seu faturamento pode sair do aplicativo sem que o volume caia junto.

Por que tanta gente procura uma alternativa ao iFood

O iFood é, de longe, o maior aplicativo de delivery do país. Pelo portal de dados da própria empresa, são cerca de 180 milhões de pedidos por mês e mais de 500 mil estabelecimentos cadastrados. Em pesquisa da Abrasel de abril de 2026, 99,1% dos restaurantes que vendem por aplicativo disseram usar o iFood.

O problema é o preço de estar lá. Na tabela oficial publicada pelo iFood para 2026:

  • Plano Básico, com entrega feita pela própria loja: 12% de comissão, 3,2% de taxa sobre pagamento online e mensalidade de R$ 110.
  • Plano Entrega, com a logística do iFood: 23% de comissão, 3,2% sobre pagamento online e mensalidade de R$ 150.
  • A mensalidade só é cobrada quando a loja fatura mais de R$ 1.800 no mês pela plataforma.

Somando comissão e taxa de pagamento, o Plano Entrega leva mais de um quarto de cada pedido pago pelo aplicativo, antes de contar cupom, promoção bancada pela loja e anúncio dentro da plataforma. Nós detalhamos essa conta, linha por linha, em quanto a comissão do marketplace custa por mês.

E há um custo que não aparece em extrato nenhum: o cliente. Quem pede pelo aplicativo é cliente do aplicativo. O telefone, o histórico de pedidos e a possibilidade de chamar de volta ficam do lado de lá.

Os três tipos de alternativa, e por que não se comparam entre si

Antes de olhar nomes e preços, vale separar o que cada tipo resolve:

  1. Outro aplicativo de delivery. Troca uma comissão por outra, geralmente menor ou zerada por um período. Resolve o custo por pedido, mas mantém o cliente dentro de uma plataforma de terceiros.
  2. Sistema de delivery próprio, com mensalidade fixa. Cardápio digital com link seu, pedido que chega no seu WhatsApp ou painel, sem porcentagem sobre a venda. Resolve o custo e a posse do cliente, mas não traz cliente novo sozinho.
  3. WhatsApp manual. Cardápio em PDF, alguém anotando pedido na mão. Custo de software zero, custo de operação alto e teto baixo, porque cada pedido ocupa uma pessoa.

Outros aplicativos: o que cobram 99Food, Keeta e Rappi

A concorrência entre aplicativos esquentou em 2025 e 2026, e isso é bom para o restaurante. Mas convém ler as condições com atenção, porque promoção de entrada tem prazo.

99Food

Voltou ao mercado em 2025 anunciando zero comissão e zero mensalidade por 24 meses a partir do cadastro, cobrando apenas a taxa de pagamento digital. A página de custos para parceiros, consultada em setembro de 2026, mostra comissão de 12% e mensalidade gratuita, sem deixar claro por quanto tempo vale a isenção para quem se cadastra agora. Confirme por escrito a condição que vale para a sua loja e a data em que ela termina.

Keeta

O aplicativo da chinesa Meituan chegou ao Brasil no fim de 2025 com investimento anunciado de R$ 5,6 bilhões. Não prometeu comissão zero: o próprio comando da empresa declarou que taxa zero é insustentável. A proposta divulgada é comissão alguns pontos abaixo da praticada pelo líder e recebimento em sete dias, mas não há tabela pública, e o percentual é negociado por contrato e por cidade.

Rappi

A tabela oficial para restaurantes traz dois formatos: com entrega própria, 3,5% fixo e adesão de R$ 40; com entrega pela Rappi, 27% de comissão e adesão de R$ 150. Em 2025 a empresa anunciou isenção de taxas de intermediação por três anos para novos parceiros, o que também vale confirmar na hora do cadastro.

O ponto em comum dos três: eles diminuem o custo, mas não mudam de quem é o cliente. E o alcance é outro. Na mesma pesquisa da Abrasel, 23,1% dos restaurantes usam a 99Food, 2% a Rappi e 1,8% a Keeta. Entrar neles é uma forma de diversificar, não de substituir.

Sistema próprio com mensalidade fixa: a alternativa que muda a conta

Aqui está a alternativa sem comissão no sentido literal. Você assina um sistema, monta o cardápio digital, divulga o link e recebe o pedido pronto, sem porcentagem sobre a venda.

O mercado tem opções para vários perfis. Pelos preços publicados nas páginas oficiais em setembro de 2026:

  • PediZap: cardápio digital com pedido direto no WhatsApp, impressão automática e painel de pedidos a partir de R$ 99 por mês, preço de tabela e sem comissão. O chatbot entra no plano de R$ 149, e Pix automatizado, pagamento online e integração com iFood e Keeta no de R$ 199.
  • Anota AI: atendente virtual no WhatsApp com cardápio digital. Pertence ao iFood desde 2022. No modelo lançado em setembro de 2026, o mensal é cobrado por faixa de pedidos: R$ 99,99 até 150 pedidos no mês, R$ 199,99 até 250 e R$ 299,99 acima disso, com condição promocional no anual. Até julho, a tabela começava em R$ 299,99.
  • Goomer: nasceu no cardápio de mesa por QR Code e hoje tem delivery. Plano grátis até 30 pedidos no mês (com tarifa por pedido excedente) e pagos de R$ 99,90 a R$ 299,90 no mensal, com desconto no pagamento anual.
  • Cardápio Web: planos de R$ 169,99 a R$ 269,99, com chatbot a partir do plano de delivery.
  • Consumer, que inclui o MenuDino: planos de R$ 59,90 a R$ 269,90 no pagamento anual.
  • Saipos: sistema de gestão mais amplo, a partir de R$ 240,79 por mês, com o assistente de WhatsApp como adicional.

Preço de tabela muda, e promoção aparece e some. O que vale observar é o modelo de cobrança: mensalidade fixa, mensalidade que sobe por faixa de pedidos, ou tarifa por pedido. Para quem está crescendo, a diferença entre os três modelos aparece justamente nos meses bons.

O que olhar antes de escolher um sistema sem comissão

Mensalidade parecida esconde produtos bem diferentes. Uma lista curta do que decide no dia a dia:

  • Como o pedido chega. Pronto e organizado no WhatsApp ou no painel, com itens, adicionais, endereço e forma de pagamento, ou como mensagem solta que alguém precisa redigitar.
  • Atendimento automático. Se há chatbot respondendo horário, taxa de entrega e status do pedido no pico. Sem isso, o canal próprio volta a depender de alguém digitando. Mais em chatbot no WhatsApp do delivery.
  • Impressão e cozinha. Impressão automática do pedido ou tela de cozinha, para o pedido do canal próprio entrar no mesmo fluxo do aplicativo.
  • Pagamento. Pix automatizado e pagamento online, que reduzem golpe de comprovante falso e troco na porta.
  • Taxa de entrega por bairro ou distância. Sem isso, você cobra errado ou perde margem no longe. Veja taxa de entrega por bairro.
  • Integração com o aplicativo. Se o sistema recebe também os pedidos do iFood ou da Keeta no mesmo painel, você não opera duas telas.
  • Base de clientes exportável. O cadastro precisa ser seu, inclusive se um dia você trocar de sistema.
  • Ferramentas para chamar o cliente de volta. Cashback, campanha no WhatsApp e recuperação de quem parou de pedir. É aqui que o canal próprio se paga.

E a entrega? O ponto que o sem comissão não resolve sozinho

Quem usa o Plano Entrega do iFood não paga só pelo pedido: paga pela logística. Ao levar o pedido para o canal próprio, a entrega passa a ser problema seu, e isso precisa entrar na conta antes da decisão.

Há três caminhos principais:

  1. Entregador próprio ou fixo, por diária ou contrato. Faz sentido com volume constante. Comparamos os modelos em entregador próprio ou terceirizado.
  2. Entrega sob demanda por aplicativo de logística, chamando uma moto por pedido. Custa por corrida, sem custo fixo.
  3. A logística do próprio iFood para pedidos de fora dele. O serviço Sob Demanda, pela página oficial, cobra 4% do valor do pedido feito no seu WhatsApp ou site, com mínimo de R$ 0,20 e máximo de R$ 6,70, além do frete por distância. Depende de cobertura na sua região.

A conta que decide: quanto sobra no seu canal

Um exemplo simples, com números redondos, para uma loja que vende 600 pedidos por mês no Plano Entrega com ticket médio de R$ 60, ou R$ 36 mil de faturamento pela plataforma:

  • Comissão de 23%: R$ 8.280.
  • Taxa de pagamento online de 3,2%: R$ 1.152.
  • Mensalidade: R$ 150.
  • Total pago à plataforma: R$ 9.582 no mês, fora cupons e anúncios.

Agora suponha que 20% desses pedidos, os de clientes que já pedem toda semana, passem para o canal próprio. São 120 pedidos e R$ 7.200 de faturamento que deixam de pagar 26,2% ao aplicativo, ou cerca de R$ 1.890 a menos por mês. Desse valor saem a mensalidade do sistema, a taxa do Pix ou do cartão e o custo da entrega que o aplicativo fazia.

Para fazer essa conta com os seus números, use a calculadora de taxas do iFood. O que importa é o valor que você deixa de pagar, não o percentual de tabela.

Sair do iFood de vez ou usar os dois canais?

Para a imensa maioria das lojas, a resposta é usar os dois. O aplicativo é imbatível em uma coisa: colocar sua loja na frente de quem ainda não te conhece. O canal próprio é imbatível em outra: vender de novo para quem já te conhece, sem pagar pela mesma pessoa a cada pedido.

A divisão que funciona é esta:

  • Aplicativo para aquisição. O primeiro pedido vem de lá, e tudo bem pagar por ele.
  • Canal próprio para recorrência. Do segundo pedido em diante, o objetivo é que o cliente peça direto. Um cliente recorrente vale muito mais do que parece, como mostramos em quanto vale um cliente do delivery.
  • Motivo claro para migrar. Preço um pouco menor no link próprio, cashback ou brinde, divulgados na embalagem e no bilhete que vai junto com o pedido. As regras de cada plataforma sobre divulgação variam, então vale conferir o contrato.

Esse é o gancho de tudo: o cliente é seu, não do marketplace. Quem recebe o pedido no próprio canal fica com o cliente, com o dado dele e sem comissão. Mas não é preciso brigar com o aplicativo para chegar lá, é preciso dar ao cliente um caminho mais fácil e mais barato para voltar.

Como começar em uma semana

  1. Levante o número do seu mês. Bruto, líquido e o que foi gasto com anúncio e cupom na plataforma.
  2. Escolha o sistema pelos critérios da lista acima, não só pela mensalidade.
  3. Monte o cardápio digital com as mesmas fotos e descrições que vendem no aplicativo. Dicas em cardápio digital que vende.
  4. Resolva a entrega para o pedido direto: equipe própria, sob demanda ou a logística do aplicativo.
  5. Defina a vantagem do canal direto: preço, cashback ou brinde.
  6. Coloque o link em todo lugar: bio do Instagram, status do WhatsApp, perfil no Google, embalagem e fachada.
  7. Meça todo mês a fatia do faturamento que já vem do canal próprio.

Não existe alternativa ao iFood que faça tudo o que ele faz sem cobrar nada. Existe um jeito de parar de pagar comissão pelo cliente que já é seu. O PediZap coloca cardápio digital, pedido no WhatsApp e chatbot no ar com mensalidade fixa e, no plano completo, tem integração com iFood e Keeta. Fale com a gente e faça a conta com os números da sua loja.

Perguntas frequentes

Sim. Os sistemas de delivery próprio, como PediZap, Goomer e Cardápio Web, cobram mensalidade fixa e não ficam com porcentagem da venda. Você continua pagando a taxa do meio de pagamento e o custo da entrega, mas o sistema em si não cresce junto com o faturamento.

Pela tabela oficial de 2026, o Plano Básico cobra 12% de comissão e o Plano Entrega cobra 23%, mais 3,2% sobre pagamentos online nos dois. A mensalidade é de R$ 110 e R$ 150, cobrada apenas quando a loja fatura mais de R$ 1.800 no mês pela plataforma.

A 99Food anunciou em 2025 zero comissão e zero mensalidade por 24 meses a partir do cadastro. A página oficial de custos, consultada em setembro de 2026, mostra comissão de 12% e mensalidade gratuita. Antes de contar com a isenção, confirme por escrito a condição e o prazo que valem para a sua loja.

Para a maioria das lojas, não. O aplicativo ainda é o melhor canal para conquistar cliente novo. A estratégia que funciona é manter o aplicativo para o primeiro pedido e levar o cliente recorrente para o canal próprio, onde não há comissão.

Com entregador próprio, com um aplicativo de entrega sob demanda ou com o serviço Sob Demanda do próprio iFood, que atende pedidos feitos no WhatsApp ou site da loja. Pela página oficial, ele cobra 4% do pedido, com teto de R$ 6,70, mais o frete por distância, onde houver cobertura.

Os dois oferecem cardápio digital e atendimento automático no WhatsApp. A principal diferença está no modelo de cobrança: o PediZap tem planos de mensalidade fixa, e o Anota AI, que pertence ao iFood, cobra por faixa de pedidos no mês. Vale comparar pelo volume que a sua loja faz hoje e pelo que pretende fazer.

Aceita quando o pedido é tão fácil quanto no aplicativo e quando há um motivo para trocar, como preço menor, cashback ou brinde. O que afasta o cliente é demora na resposta e pedido anotado na mão, por isso cardápio digital e atendimento automático são o que sustenta o canal próprio.

Leitura boa vira resultado quando sai do papel.

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